segunda-feira, 28 de abril de 2008

A chegada de um bebê humano

A chegada de um bebê humano





O cão em família


Nos dias de hoje é muito comum aparecerem problemas de comportamento devido a humanização dos cães. Quando adotamos um cão e trazemos para dentro de nossa casa, temos o costume de tratá-lo como um membro da família. Isso ocorre devido a natureza humana que tem o hábito de transferir suas necessidade emocionais, muitas vezes ignorando o simples fato de que somos espécies diferentes e como tal temos necessidade diferentes.

O cão tem no seu ambiente natural um comportamento de hierarquia, onde a posição de cada membro fica definida, e esse tipo de comportamento ainda está estampado nas características originais do cão.
Um exemplo bem comum observado nas casas de clientes é o simples fato dele respeitar uma pessoa, deixando que este mexa em seus objetos, brinquedos ou ração sem que não haja nenhuma reação. Porém, na mesma família, é comum encontrar membros que não podem mexer sem que o cão rosne ou comece a latir. Este comportamento acontece porque o cão está em um nível superior a essas pessoas dentro dessa matilha (família).

Com esse comportamento, fica evidente que o cão, mesmo humanizado, ainda guarda característica de seus ancestrais. Amar seu cão não tem a ver com você deixar ele fazer o que quer, e sim ter por ele a mesma preocupação que você teria pelo seu filho, dando-lhe educação associado ao carinho.

Meu Cão, Meu filho

Dentro de uma matilha mesmo que seja formada de uma mesma raça existe todo tipo de cão, alguns com uma personalidade mais forte outro menos, existe cães mais ativos e outros meio parado, mas existe uma teoria em que diz que todo comportamento pode ser alterado, não é da natureza de um animal ser um "destrambelhado" dentro de casa ou em qualquer lugar, esses "desvios" de comportamento podem ser alterados em qualquer cão, contanto que o dono saiba e tenha tempo suficiente para ensinar seu cão, é imprescindível que o dono tenha a consciência de que o cão precisa de educação é muito comum encontrar pessoas que dizem:-Meu cão é como um filho pra mim...Só que os mesmos esquecem que seus filhos são educados e não criados como selvagens, frequentam escolas, cursos, aprendem a viver em sociedade e ainda tem sempre as orientações do pai e da mãe dentro de suas casas, ou seja seu filho é condicionado o tempo todo a viver dentro de regras e limites e nem por isso deixam de ser felizes. Bem então vejamos, se seu cão é um filho pra você e um filho precisa de educação então pq não educar seu cão?Outra coisa que se costuma a pregar e alguns tomam isso como se fosse uma verdade absoluta é que a raça do meu cão é assim ou assadoÉ muito mais fácil dizer que isso é da raça do que admitir que a pessoas não soube ou não teve paciência para educar, jogar a culpa em algo que não lhe competente é muito mais prático, na minha carreira eu escuto muito as pessoas falarem:-Nossa meu Beagle é terrível, mas isso é normal da raça não é?É claro que a resposta que dou é não, hehehe... e uso como base nas minhas explicações o fato de ouvir também de muitos justamente o contrário:-Nossa meu Beagle é tão comportado, ele não tem nada a ver com o que as pessoas falam da raça (e terminam dizendo algo do tipo) acho que ele é fora do padrão rsssPois é tudo tem dois lados e na minha opinião nenhum é uma verdade absoluta. Eu acredito que a genética influencia sim no comportamento de cada animal mas isso é só um dos fatores, em algum seguimento da psicologia humana (não me lembro qual no momento) diz que o caráter do indivíduo é formado durante os primeiros anos de vida, ou seja a experiência de vida do indivíduo é que determina seu comportamento, como se fosse um quadro branco onde cada acontecimento vai moldando a personalidade do mesmo.

Bem então até aqui temos pelo menos três fatores determinantes para a formação do animal que eu os chamo de os três poderes.

Dormir na cama (pode ou não pode?)

A questão não é dormir na cama e sim no conjunto da coisa. Se você tem um animal dominante e você é do tipo muito carinhosa, meiga, do tipo que faz as vontades do seu cão a resposta é não, não pode. Você vai estar gerando um problema que vai estar aumentando com o passar do tempo, e fatalmente o cão vai acabar querendo disputar a hierarquia da casa com você algum dia(isso independe da raça do seu cão).

Ex: Labradores, geralmente eles tem uma maneira diferente de tomar conta de um lugar, de fazer com que as pessoas dêem atenção, fazem tudo na base da brincadeira e vai enrolando a gente, eles determinam a hora de comer, a hora de brincar, a hora de passear, a hora de ganhar carinho, etc...

Agora se seu cão é do tipo submisso e você não o trata como se ele fosse um rei e você o súdito, então não tem problema dormir na cama.
Importante é sempre ter em mente que seu cão precisa de alguns limites, precisa de algumas regras, saber dizer não ao seu cão é tão importante quanto.



                                         

Os Três Poderes (educação, genética e ambiente)


A EDUCAÇÃO: Que impõe limites, regras, direitos e deveres de cada membro da casa. É bom lembrar que em qualquer sociedade organizada seja esta de qualquer espécie animal as regras existem, e teoricamente devem ser respeitadas. Alguns exemplos; Abelhas, formigas, lobos, na espécie homo sapiens existem uma sub divisão com vários grupos cada qual com regras próprias, em uma empresa podemos encontrar: O presidente, vice, gerente... No corpo de bombeiros encontramos: O coronel, o capitão, o tenente, o sargento... nenhuma sociedade funciona sem uma hierarquia, sem regras, sem a educação estabelecendo o lugar de cada indivíduo.

A GENÉTICA: Que trás consigo algumas características do animal, um exemplo claro para entender como funciona a genética em um animal é observar os diversos tipos de raça no qual foram criadas escolhendo determinados cães parecidos até chegar no que os criadores chamam de “padrão da raça” (o que é um outro assunto polêmico), bem se as características físicas de um animal vem com a seleção de cada animal acho justo dizer que algumas características comportamentais também, e isso vem sido provado ano após anos por pesquisadores de comportamento animal.

O AMBIENTE: Esse é um ponto muito importante para entender o comportamento do animal, muito se fala sobre o cão é exatamente aquilo que o dono é, muitos de vocês já devem ter ouvido essa frase. Bem isso nem sempre funciona assim, exemplo:
-Se a casa é muito agitada com crianças correndo provavelmente você terá um cão muito arteiro, mas muitas das vezes têm casas com o ambiente bem calmo e o cão é muito arteiro;
-Se o dono do animal é um dono agressivo o ambiente é estressante com muitas brigas, o animal pode se tornar agressivo também, porém alguns cães se tornam medrosos;
-Se os donos são do tipo que enche o cão de carinho e mimo como se ele fosse um sultão o animal pode se tornar muito carinhoso e às vezes dependente, ou entender que ele é o dominante da casa nesse caso às vezes se torna agressivo.
Para entender como o seu cão vai ser afetado diretamente pelo ambiente no qual ele vive é necessário saber se ele foi educado e até que ponto ele foi educado, saber discernir o temperamento do cão, se ele tem tendências a tomar conta de tudo ao seu redor, ou se aceita passivamente tudo que acontece a sua volta, saber como ele se comporta diante de pessoas e outros animais estranhos, conhecer os pais pode dar uma dica acerca do temperamento apesar de não ser uma regra.
Tenha sempre em mente comportamento do seu cão esta e estará sempre ligado a esses fatores: Educação, genética, e ambiente.

Responsabilidade na escolha de um animal

É importante você definir qual o animal que deseja, se informar de cada característica física e do temperamento de cada espécie. Animais como cães e gatos podem viver até a 20 anos e não tem como você tirar férias deles, assim como não tem como tirar férias de um membro de sua família.
Um animal para ter uma vida saudável precisa ter exercícios físicos diários, de uma boa alimentação, precisa de atenção, carinho e com certeza em alguns momentos de sua vida de cuidados médicos.

Dog Walker

A verdade é que o estrondoso crescimento dos pets vem tornando os animais como se fossem mercadorias, como uma febre. E sem medir conseqüências, as pessoas têm adquiridos animais, até mesmo para dar de presente, sem ter a consciência de que uma animal não é um objeto.